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Comunicação não violenta: o que é (guia completo de CNV)

Comunicação não violenta: o que é (guia completo de CNV)

Saber comunicar-se é fundamental para um trabalhador. Então, veja como usar a comunicação não violenta para melhorar a sua comunicação.

É inegável que a capacidade de comunicação é uma das habilidades mais desejadas pelos recrutadores. Por isso, é fundamental investir neste setor. Uma boa forma de fazer isso é conhecendo a comunicação não violenta (CNV). Por isso, neste guia, você aprende:

  • O que é comunicação não violenta;
  • Os quatro componentes da comunicação não violenta;
  • Como viver a comunicação não violenta
  • Como se relacionar bem usando a comunicação não violenta;
  • E muito mais.

 

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Um dos nossos usuários, Nicolas, teve isso a dizer:

 

“Eu estava tendo dificuldade em deixar o meu currículo com apenas 1 página e em o deixar com uma aparência profissional. O gerador de currículos da Zety me ajudou muito!”

 

A comunicação é apenas um dos elementos que constituem um bom profissional. Para se informar sobre como se aprimorar como um trabalho, você deve expandir o seu repertório. Por isso, recomendamos que você também leia estas guias:

 

Para ficar por dentro de tudo o que pode te ajudar na sua carreira, você pode contar com o blog da Zety Brasil. Nele, você encontra mais de 100 artigos para te ajudarem. Mas, por agora, vamos focar na comunicação não violenta.

 

1. O que é comunicação não violenta (CNV)?

 

É importante definir este termo antes de aprender a utilizar esta técnica no seu cotidiano. Ela é uma forma de comunicação desenvolvida por Marshall Rosenberg, a qual o autor propõe uma forma de comunicação que gera mais empatia, ao evitar coisas como:

  • Julgamentos;
  • Preconceitos;
  • Falar sem escutar;
  • Atitude defensiva;
  • Jogar a culpa nos outros;
  • E outros fatores que desgastam a relação entre colegas de trabalho.

 

Estes são problemas comuns nos ambientes de trabalho. Por exemplo, o número de denúncias por discriminação e preconceito no trabalho cresceu em 30% nos últimos 4 anos no Brasil. Para evitar este tipo de situação, Marshall Rosenberg dá algumas dicas:

 

  1. Evite comparações: não há problema em se inspirar em outras pessoas, mas evite diminuir-se ou diminuir outro colega em virtude da performance de terceiros.
  2. Assuma a sua responsabilidade: é difícil aceitar que estamos errados, mas para criar um ambiente harmonioso, você precisa ter a maturidade para assumir erros.
  3. Não julgue: tenha um diálogo aberto e sempre busque entender a posição do outro antes de concluir alguma coisa. Não tome um julgamento precipitado.

Dica valiosa: considerando que os recrutadores buscam profissionais que saibam se comunicar, mencione na entrevista que você pratica comunicação não violenta.

Agora que você sabe exatamente o que é a comunicação não violenta, está na hora de ver os seus quatro pilares e como você pode os aplicar no trabalho para melhorar a comunicação com os seus colegas.

 

Comunicação é uma parte do comportamento. Leia Como se comportar no primeiro dia

 

2. Os quatro componentes da comunicação não violenta (CNV)

 

Imagine que você precisa resolver um conflito no seu emprego. Marshall Rosenberg estabeleceu os quatro componentes da comunicação não violenta para te ajudar a lidar com o seu conflito com os colegas de trabalho. Veja eles abaixo:

 

  1. Observação: aborde a pessoa com quem você está tendo problemas e simplesmente descreva a situação que está lhe causando dor de cabeça. Nesta etapa, não faça nenhum julgamento ou conclusão. Apenas exponha o que está ocorrendo.

 

  1. Sentimentos: exponha o que você está sentindo sobre esta determinada situação. Diga o que lhe agrada e o que lhe desagrada. Lembre-se que a idéia é ser apenas algo expositório. Não julgue ou coloque culpa.

 

  1. Necessidade: normalmente, sentimentos negativos ocorrem, pois alguma situação está negligenciando uma necessidade nossa. Existem algumas necessidades que são universais para todos os humanos, independente de credo ou cultura. Elas são:
  • Subsistência;
  • Afeto;
  • Participação;
  • Proteção;
  • Compreensão;
  • Criação;
  • Recreação;
  • Identidade;
  • Liberdade.

 

  1. Pedido: tendo feitas as observações acima, basta realizar um pedido ao seu colega para que ele possa corrigir o comportamento que está causando o desconforto. É nesta etapa que você precisa saber ouvir. Afinal, ele pode não concordar com as suas observações.

Dica valiosa: para abordar um colega de trabalho, é necessário esperar a hora certa. Espere até que ele tenha um tempo livre para que ele possa te ouvir.

Agora que você viu a teoria, está na hora de entender como você pode aplicar isso na prática. Para fazer isso, veja o exemplo abaixo, no qual pegamos um conflito e usamos a comunicação não violenta para falar sobre ele.

 

Exemplo: vivendo a comunicação não violenta (CNV)

 

Conflito

 

João está insatisfeito com a sua gestora, Maria, pois ela tem o hábito de microgerenciar demasiadamente o trabalho dele. Como resultado, ele tem pouca autonomia e liberdade criativa para colocar em prática o que ele sabe.

 

Usando a comunicação não violenta para resolver o conflito

 

  1. Observação: “ao longo de dois anos seis meses trabalhando juntos, eu não pude deixar de notar que você tem o hábito de monitorar de muito perto o meu trabalho.” 

 

  1. Sentimento: “devo confessar que isso me deixa um pouco frustrado com o melhor trabalho aqui na empresa.”

 

Ao fazer um currículo com o gerador de currículos da Zety, você só precisa arrastar e soltar os elementos que desejar (habilidades, experiências...). Existe até um corretor ortográfico para deixar seu currículo perfeito.

Ao terminar, o gerador de currículos da Zety avaliará o seu currículo e te dirá o que você precisa corrigir para fazer um currículo ainda melhor.

  1. Necessidade (liberdade e criação): “isso me frustra, pois eu sinto que eu tenho muito à contribuir para a empresa, mas sinto que não tenho margem para mostrar o que sei.”

 

  1. Pedido: “tendo dito isso, eu gostaria de saber se poderíamos experimentar com a idéia de eu ter mais autonomia em relação a como eu desenvolvo o meu trabalho.”

Dica valiosa: se você for falar com um gestor, como no exemplo acima, convém marcar um horário com antecedência.

É claro que em uma situação real, a conversa pode ser mais complexa do que isso, mas este exemplo acima ilustra como você pode usar a comunicação não violenta para abordar e solucionar os seus conflitos no trabalho.

 

Autoconhecimento é vital para a CNV. Por isso, leia Redação quem sou eu

 

3. Curso de comunicação não violenta (CNV)

 

Quer se aprofundar na CNV? Saiba que existem muitos cursos online que você pode fazer para dominar a arte da empatia e da comunicação não violenta. Neste tópico, você verá uma lista de deles. Veja abaixo:

 

A melhor parte destes cursos é que eles emitem certificados. Ou seja, além de aprender sobre a comunicação não violenta, você ainda dá uma turbinada no currículo. Para colocar o seu curso de comunicação não violenta no currículo, basta escrever estas informações:

  • Nome do curso;
  • Nome da instituição;
  • Data de conclusão.

 

Mas, se você tiver pouca experiência profissional no currículo, é importante colocar mais alguns dados para aumentar o peso que o seu curso online tem no seu currículo. Por isso, inclua também as seguintes informações:

Dica valiosa: na hora de colocar a sua nota final, se questione se isso vale a pena. Se ela não for MUITO alta, isso pode jogar contra você.

Agora que você já viu tudo sobre a comunicação não violenta no trabalho, é interessante também dar uma olhada nos outros tipos de ambientes em que a CNV pode ser aplicada com sucesso. Você vê isso no próximo tópico.

 

Para saber mais sobre o assunto, leia o guia Como colocar curso online no currículo

 

4. Comunicação não violenta (CNV) na escola

 

Usar a comunicação não violenta na sala de aula requer uma abordagem diferente da tradicional, mas que pode trazer bons resultados, principalmente para educar crianças. Veja a diferença entre a comunicação tradicional e a CNV na escola:

 

Comunicação tradicional: usa uma abordagem behaviorista. Busca punir o aluno quando ele faz algo inapropriado, com objetivo de desencorajar aquele comportamento infrator até que ele seja extinto.

 

Comunicação não violenta: busca conversar com o aluno, usando os quatro componentes da comunicação não violenta para entender o comportamento do indivíduo. Com este entendimento, podemos pensar em como resolver o problema.

 

O segredo para fazer isso, é transformar os quatro componentes da comunicação não violenta. Ao invés de usá-los como afirmações, use-os como perguntas para chegar ao fundo do problema com o aluno. Veja abaixo:

 

  1. Observação: comece expondo a situação ao aluno.

 

  1. Sentimento: pergunte como ele se sentiu naquela situação.

 

O que poderia ser melhor que uma carta de apresentação que combina perfeitamente com seu currículo? Você pode criar sua carta de apresentação online aqui, usando o mesmo modelo do seu currículo. Os seus documentos podem ter esta aparência:

 

modelo de carta de apresentação

Veja mais modelos de cartas de apresentação e comece a escrever a sua.

 

  1. Necessidade converse com ele e tente descobrir as necessidades que estão suprimidas.

 

  1. Pedido: analisando essas informações, peça que ele altere o comportamento.

Dica valiosa: como professor, é importante também estimular os seus alunos a adotarem a comunicação não violenta (CNV) na sala de aula.

você pode aplicar este método em qualquer área da sua vida, para conseguir se comunicar de uma maneira mais eficaz com as pessoas com quem você convive.

 

Para ver como mostrar essa habilidade ao recrutador, leia Currículo de professor

 

Revisão: comunicação não violenta (CNV)

 

Comemore. Você acabou de adicionar ao seu cinto de utilidades mais uma habilidades valiosa para o mercado de trabalho e para a vida. Para usar a comunicação não violenta, basta seguir estes passos:

 

  1. Evite comparações;
  2. Assuma a sua responsabilidade;
  3. Não julgue os outros;
  4. Explique a situação;
  5. Diga como você se sente sobre isso;
  6. Explique como uma necessidade sua está sendo reprimida;
  7. Faça um pedido para solucionar o problema.

 

Seguindo esses passos, você vai impressionar o recrutador com a sua habilidade de comunicação. Talvez você possa até usar isso ao seu favor na hora de pensar em como pedir um aumento de salário.

 

Obrigado por ler o meu guia. Agora, eu gostaria de ouvir você:

  • Qual é o maior desafio na hora de usar a comunicação não violenta (CNV)?
  • Qual a sua maior dificuldade?
  • Ainda há alguma dúvida?

 

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Caio Sampaio
Caio é um especialista em carreira e construção de currículos. Ele escreve sobre vários assuntos no mundo do recrutamento. No tempo livre, ele lê livros, assiste filmes, joga vídeo game e mantem-se atualizado sobre o universo laboral. Tendo experiência com teatro, cinema e vídeo games, ele busca usar técnicas dessas indústrias criativas para criar currículos mais interessantes e atraentes.

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