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Trabalhos dos sonhos de crianças [estudo de 2020]

Trabalhos dos sonhos de crianças [estudo de 2020]

As pessoas seguem as carreiras sonhadas quando crianças? Perguntamos para 2 mil profissionais se conquistaram seus trabalhos dos sonhos de infância. Estes foram os resultados.

O que você queria ser quando crescesse? Bombeiro? Jogador de futebol? Cantor? Super-herói?

 

Todos tivemos aquele trabalho dos sonhos.

 

Fosse ele lutar contra o crime, ganhar a medalha de ouro nas Olimpíadas ou estrelar em filmes de Hollywood, quando crianças estávamos determinados a realizar estes sonhos.

 

Mas — quantos de nós tivemos sucesso?

 

De acordo com uma nova pesquisa, mais de 6 entre cada 10 pessoas não conquistaram seus sonhos de infância.

 

Leia para encontrar descobertas ainda mais fascinantes deste estudo.

 

Sonhos não realizados

 

Em uma pesquisa com mais de 2 mil pessoas, participantes relembraram seus sonhos de criança e como eles mudaram ao crescer. O estudo descobriu que, infelizmente, mais de 6 entre cada 10 adultos não conseguiram aqueles trabalhos dos sonhos de quando eram crianças.

 

O número exato foi 67%, e 58% destes respondentes ainda desejavam tornar estes sonhos realidade.

 

Enquanto alguns participantes disseram que seus sonhos de criança mudaram com o tempo, a resposta mais comum foi que eles “se tornaram mais realistas”.

 

O realismo foi perfeitamente expresso por um dos participantes, que disse: “eu escolhi uma carreira que era acessível ao invés de trabalhos idealizados, tomando uma abordagem prática em relação aos empregos disponíveis, que geralmente eu aprendi a amar ou abandonar”.

 

Para outros, fatores externos os levaram a outros caminhos quando começaram a trabalhar: “eu não podia ensinar, porque não encontrava vaga em 1970. Eu me tornei enfermeira, e ensino meus pacientes e suas famílias todos os dias”.

 

Para outros, a realidade econômica de seus trabalhos dos sonhos interviu: “eu percebi que o trabalho com o qual eu sonhava na minha infância pagava mal e tinha poucas oportunidades de crescer. Eu escolhi estudar direito e creio que tomei a decisão certa”.

 

Em outros casos, a realidade do trabalho desejado na infância mostrou que não era o sonho que eles esperavam: “meu sonho quando criança era ser veterinário. Eu consegui um emprego trabalhando para um veterinário por um ano e tive diversas experiências que me ensinaram que eu não consigo lidar mentalmente com as partes mais difíceis do trabalho”.

 

Outro participante honesto disse: “Eu queria ser um advogado, assim eu saberia mais sobre o sistema legal. Eu percebi o quão sujo e corrupto é o sistema legal e a maioria dos advogados, e eu não queria fazer parte daquilo”.

 

Uma descoberta surpreendente da pesquisa é que 82% das pessoas que não realizaram seus sonhos da infância não os buscam na fase adulta.

 

Mas ainda há alguns poucos sortudos cujos sonhos viraram realidade, como este participante explicou: “eu me tornei uma bailarina profissional que fazia bicos de atriz. Agora eu atuo, canto e ainda danço, mas principalmente eu ensino balé. Aquele sonho ainda está bem vivo”.

 

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Quando a realidade bateu na porta daqueles que não conquistaram seus sonhos de infância?

 

Em média, jovens brasileiros com ensino superior começam a trabalhar entre os 17 e 18 anos. Aqueles que têm ensino médio começam com 16 anos, e os que têm ensino fundamental começam com 15 anos.

 

Se considerarmos apenas trabalhos com carteira assinada, a idade média do primeiro emprego é aos 28 anos.

 

O que você queria ser quando crescesse?

 

Então, o que crianças querem ser quando crescerem? Aposto que você não vai acertar a resposta mais comum - 

 

Foi ser médico. Seis em cada dez sonharam em manusear o estetoscópio e aliviar a dor de pacientes. Outras respostas comuns foram: professor, veterinário, músico e estrela de cinema. Aqui está a lista completa:

 

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Interessantemente, tanto homens quanto mulheres compartilharam o interesse em se tornarem médicos quando crescerem. Ambos os sexos escolheram medicina como segunda opção de carreira dos sonhos (15% dos homens e 17% das mulheres).

 

Para os participantes do sexo masculino, o sonho de infância mais comum foi se tornar esportista profissional (17%). Aqui estão as outras escolhas comuns:

 

TOP 10 trabalhos dos sonhos de infância dos homens

1.

Esportista profissional

2.

Médico

3.

Músico

4.

Policial

5.

Dono de negócio próprio

6.

Super-herói

7.

Professor

8.

Estrela de cinema

9.

Arquiteto

10.

Bombeiro

 

Para participantes do sexo feminino, o sonho de infância mais comum foi se tornar professora (22%). Aqui estão as outras escolhas comuns:

 

TOP 10 trabalhos dos sonhos de infância das mulheres

1.

Professora

2.

Médica

3.

Veterinária

4.

Estrela de cinema

5.

Escritora

6.

Artista

7.

Designer de moda

8.

Música

9.

Dona de negócio próprio

10.

Chefe de cozinha

 

As melhores respostas

 

Mas houve muitas outras respostas. Os participantes reportaram outros trabalhos dos sonhos incríveis. Em nenhuma ordem em particular, veja alguns outros sonhos que apareceram na pesquisa:

 

Primeiro, alguns trabalhos que crianças tipicamente amam:

  • Astronauta;
  • Bailarina;
  • Piloto;
  • Caminhoneiro;
  • Acrobata.

 

E alguns que são bem específicos. Claramente algumas crianças são mais focadas em carreira que outras:

  • Coordenador de exposições comerciais;
  • Secretária de escritório para alta gerência;
  • Engenheiro eletrônico;
  • Entomologista;
  • Analista de sistemas trabalhando para a indústria aeroespacial.

 

O que deu errado e como corrigir?

 

Claro, nem todo mundo pode ser médico ou esportista. Mas que curvas erradas fizemos no caminho das nossas carreiras?

 

A pesquisa deu aos participantes um cenário hipotético — o que aconteceria se eles se candidatassem a um emprego agora com seus primeiros currículos feitos?

 

O resultado:

 

44% dos participantes disseram que não seriam capazes de conseguir um trabalho que pagasse bem.

 

Ao fazer seus primeiros currículos, 27% dos participantes pediram ajuda para seus pais, e 18% para um professor ou professora.

 

Não é surpreendente que quase 40% deles têm vergonha dos seus primeiros currículos.

 

Os participantes aprimoraram suas habilidades de montar currículos? Sim e não.

 

Quase metade dos entrevistados atualizaram seus currículos nos últimos dois anos. Preocupantemente, um quarto dos participantes não atualizaram seus currículos na última década.

 

A pessoa média avalia sua confiança em seus currículos com um 6,5 — em uma escala em que 1 é nada confiante e 10 é totalmente confiante. Claramente há espaço para crescimento.

 

Uma coisa continua a mesma. Não importa se você busca seu trabalho dos sonhos de infância ou simplesmente deseja mudar de emprego, fazer um currículo perfeito é uma necessidade.

 

Pontos principais

 

Vamos recapitular as principais descobertas do estudo:

  • Mais de 6 em cada 10 pessoas não conseguiram seus trabalhos dos sonhos de infância.
  • 6 em cada 10 pessoas queria ser médico quando crescer.
  • 27% dos entrevistados pediram ajuda dos seus pais para fazer seus primeiros currículos.
  • O entrevistado médio avalia sua confiança em criar currículos em 6,5.
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Bruno Bertachini
Bruno é um especialista em carreira da Zety comprometido em oferecer conselhos ocupacionais que agreguem valor a profissionais em todas as etapas de suas jornadas.

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